sábado, 5 de abril de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Memória!

Memória (Du Gomide) O que há por trás do olhar daquela que, ao me lembrar, fecho os olhos com saudade? Será que é um livro aberto, ou será um deserto sedento por tempestade? O que se passa por dentro? será raro monumento, ou simples pluralidade? Por fora eu tenho certeza! ela é toda beleza que existe em uma verdade E o que eu sinto por ela talvez eu não merecesse E se ela soubesse não iria acreditar Por isso eu fecho os meus olhos E guardo em minha memória momento que não voltar Por conta de um sentimento parecido com um lamento Insisto nessa história Desejo profundamente que o amor reconheça a gente E deixe de ser memória

quinta-feira, 20 de março de 2014

e então chegou o outono. seja bem vindo

em tempo... chegou o outono. chegou manso e bonito. como raramente chega...sempre tão avassalador e triste. sempre triste. dessa vez não, chegou leve, alegre, cheio de vida. entre fornadas de pão, varreduras no quintal, flores de painas, sopas de aveia, dourados na arvore, nascer do sol da janela da cozinha, cama cheia de gatos e a mulher de corpo quente, bem quente. bem vindo outono, se achegue assim... manso, lindo, leve e cheiroso. quero te amar.

domingo, 9 de março de 2014

não insiste!

você, só você... o resto que você tenta ser é uma merda!

com que roupa?

como uma roupa que não lhe serve, algumas situações não lhe cabem mais. não satisfazem expectativas, não falam do seu desejo. fui e vi! não, não é o que quero. tentei, me adaptei, experientei, não sou afim... não quero. não, nada que me impeça de caminhar, que me cerceie, que impeça minha caminhada ou me atrapalhe os passos, que me angustie. não mais. não me prenda os pés. quero caminhar. embrionário e quase claustrofóbico. moinho girando... moenda moendo. preciso me vestir de mim, rasgar, soltar, caber, dar o passo largo... sem cair. preciso de brilho, olhos, vermelho. reflexo na vida. e olha, o que achamos que não rompe por vezes está por um fio. figurino 18/2